Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Na tarde desta sexta-feira (22), o dólar passou a operar com forte oscilação, após apresentar forte alta pela manhã. O movimento do dia é influenciado diretamente por uma indefinição com relação ao cargo do ministro da economia, Paulo Guedes, após debandada dos secretários do Tesouro.

Hoje às 14h53, o dólar registrava alta de 0,19%, cotado a R$ 5,6753, após alcançar a máxima de R$ 5,7545 – o que representaria uma alta de mais de 10% no acumulado anual.

Na última quinta-feira (21), o dólar fechou em alta de 1,92%, cotado a R$ 5,6651. Com esse resultado, a moeda passou a acumular avanço de 4,03% no mês e de 9,21% no ano. 

A forte depreciação do real frente a moeda norte-americana verificada nos últimos meses representa uma ameaça para a economia brasileira, com reflexos diretos para a taxa básica de juros do mercado, conforme explica Samuel Durso, economista-chefe do Denarius: “Diversos produtos cotados no mercado internacional, como o petróleo, por exemplo, têm pressionado os preços no mercado interno nos últimos meses”.

Com a desvalorização do real, esses itens tendem a ficar ainda mais caros, já que são cotados em dólar, gerando mais inflação. “Como consequência, caso o câmbio permaneça depreciado como atualmente, podemos esperar novos reajustes na Selic pelo Banco Central, com o objetivo de frear a escalada da inflação”, destaca Durso. O especialista ainda lembra que juros mais altos representa uma ameaça ao crescimento econômico, uma vez que desestimulam o investimento e o consumo no mercado interno.

Contato: [email protected]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *