Foto: Alerrandre Barros/Agência IBGE Notícias

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada terça-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista encolheu 3,1% em agosto,em comparação ao mês anterior, apresentando queda em mais da metade das atividades analisadas. Seis dos oito segmentos pesquisados apresentaram resultados negativos, com destaque para artigos de uso pessoal e doméstico (-16,0%).

Outros setores que também recuaram foram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%); combustíveis e lubrificantes (-2,4%); móveis e eletrodomésticos (-1,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).

Dentre as oito atividades analisadas, as únicas duas que tiveram taxas positivas foram tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%). 

Com relação ao comércio varejista ampliando, o número de vendas caiu 2,5% em agosto na comparação com julho. A atividade de veículos, motos, partes e peças teve variação positiva de 0,7%, enquanto a atividade relacionada com materiais de construção variou negativamente (-1,3%).

Na comparação com agosto de 2020, o comércio varejista teve queda de 4,1%. Esse resultado foi potencializado pelo recuo nos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-19,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,7%).

Já as atividades que tiveram taxas positivas no indicador interanual foram: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,5%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,3%); tecidos, vestuário e calçados (1,0%) e combustíveis e lubrificantes (0,4%). Em comparação com agosto do ano passado, o comércio varejista ampliado se manteve estável, registrando alta de 16,8% na atividade de veículos e motos, partes e peças e queda de 7,1% no setor de material de construção.

Em 24 das 27 unidades da Federação, o comércio varejista teve resultados negativos em agosto frente ao mês anterior, com os principais sendo Rondônia (-19,7%), Paraná (-11,0%), Mato Grosso (-10,9%), Acre (-10,2%) e Santa Catarina (10,1%). Os três estados que ficaram no campo positivo foram Ceará (2,0%), Maranhão (1,0%) e Roraima (0,3%).

No comércio varejista ampliado, as taxas negativas foram seguidas por 20 das 27 unidades da Federação, sendo as principais Amapá (-9,2%), Paraná (-9,0%) e Rondônia (-7,4%). Por outro lado, registraram as principais altas o Pará (1,3%), Ceará (1,1%) e Sergipe (1,1%). 

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