Foto: Andre Motta de Souza/Petrobras

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção do setor teve queda de 0,7% no mês de agosto, acumulando baixas pelo terceiro mês consecutivo – o que resultou em uma perda total de 2,3%. Em comparação a fevereiro de 2020, no pré-pandemia, a produção industrial apresentou contração de 2,9%. Por outro lado, o setor obteve um ganho de 9,2% no acumulado do ano e de 7,2% nos últimos 12 meses.

A queda no mês foi puxada, principalmente, por outros produtos químicos (-6,4%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%); veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%). 

Outras atividades que influenciaram negativamente o índice geral foram equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,0%); produtos de borracha e de material plástico (-1,1%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,6%) e celulose, papel e produtos de papel (-0,8%).

Em relação aos grupos que cresceram na produção, destacaram-se produtos alimentícios (2,1%), bebidas (7,6%), indústrias extrativas (1,3%), metalurgia (1,1%), produtos de madeira (3,0%) e produtos têxteis (2,1%).

Com uma regressão de 3,4%, a categoria bens de consumo duráveis marcou o oitavo mês consecutivo de redução, acumulando, no período, queda de 25,5%. Bens de capital (-0,8%) e bens intermediários (-0,6%) também apresentaram retração. Nessa comparação, o setor de bens de consumo semi e não duráveis tiveram um aumento de 0,7%, que intensificou o crescimento de julho, de 0,5%. 

Em relação a agosto do último ano, a produção industrial teve uma queda de 0,7%, resultando na quebra de 11 meses de crescimento contínuo. “As bases de comparação dos meses anteriores estavam muito depreciadas. Isso justificava, inclusive, taxas de crescimento de dois dígitos. Mas, à medida que os meses avançam, a base de comparação vai aumentando. E, combinada a isso, há uma produção no ano de 2021 em um ritmo menor, mostrando menor intensidade. Então chegamos a esse primeiro resultado negativo depois de onze meses de crescimento na produção”, avalia o gerente da pesquisa, André Macedo.

Entre os destaques negativos do último ano estão produtos alimentícios (-7,4%); e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,2%). Outras atividades que apresentaram queda foram produtos de borracha e de material plástico (-6,6%); bebidas (-6,4%); equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,1%); outros produtos químicos (-3,4%); indústrias extrativas (-1,6%); produtos do fumo (-23,3%); móveis (-12,9%) e produtos de metal (-3,4%).

Pelo lado dos destaques positivos estão máquinas e equipamentos (23,7%); metalurgia (20,0%); ramos de veículos automotores, reboques e carrocerias (3,6%);  produtos de minerais não metálicos (5,6%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,5%). 

Segundo o economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, as estimativas para os próximos meses são de continuidade nas quedas, em função das dificuldades que o setor vem enfrentando na produção, com limitações de insumo e insegurança quanto ao fornecimento de energia. “O setor industrial já espera a realização de racionamento de energia, o que poderá impactar significativamente na produtividade e competitividade da economia brasileira”, avaliou Durso.

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