foto: katemangostar/freepik

O Boletim Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (18), elevou a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao patamar de 8,69% em 2021, representando o vigésimo oitavo aumento consecutivo. Já para 2022, a projeção passou para 4,18%, décima terceira elevação seguida.

De acordo com a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o IPCA não deveria ultrapassar os 5,25% já considerada a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, uma vez que o índice-alvo estipulado pelo governo foi de 3,75% para este ano.

Ainda na visão do mercado, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 regrediu de 5,04% para 5,01%. Os analistas acreditam também em uma previsão menor para o crescimento econômico de 2022, a qual passou de 1,54% para 1,50%. As reduções das expectativas vão ao encontro dos últimos resultados oficiais divulgados pelo governo para o varejo e indústria, ambos com contração em agosto.

Já para o dólar as previsões para 2021 e 2022 se mantiveram estáveis em R$ 5,25. O economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, destaca que a expectativa do mercado tem levado em consideração a política monetária contracionista implementada pelo governo para fazer frente aos avanços da inflação. De acordo com o especialista, “a elevação dos juros tende a atrair investidores internacionais, apreciando o real frente à moeda norte-americana”.   

Por fim, de acordo com o último Boletim Focus, a Selic deve terminar 2021 em 8,25% ao ano. Para 2020, é esperado que a taxa básica de juros da economia brasileira alcance 8,75%. Vale lembrar que ainda serão realizadas duas reuniões pelo Comitê de Políticas Monetárias (Copom) em 2021, nas quais são esperados novos aumentos de aproximadamente 1 p.p., fazendo com que a taxa, atualmente de 6,25%, chegue na expectativa no mercado.

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