Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (15), pela primeira vez em 3 meses a atividade econômica brasileira apresentou uma retração. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) revelou que, em agosto de 2021, a prévia para o PIB brasileiro recuou 0,15%, interrompendo uma sequência positiva dos dois meses anteriores.

De acordo com Samuel Durso, economista-chefe do Denarius, o resultado do IBC-Br, apesar de pior do que o esperado pelo mercado, reflete a tendência observada para outros indicadores de atividade econômica. Na visão do especialista, “tanto o setor varejista quanto a indústria já mostraram retração em agosto. Além disso, contamos com mais de 14 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. Para complementar, as últimas elevações da taxa básica de juros desestimulam o consumo e o investimento no mercado interno, o que é agravado, ainda, pela alta da inflação”.

Em comparação com o mesmo mês de 2020, o IBC–Br cresceu 4,74%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, alcançou uma alta de 3,99%. Quando considerados os oito primeiros meses deste ano, o índice registrou expansão de 6,41%.

Recentemente, por meio do relatório de inflação trimestral referente a setembro, o BC passou a considerar um crescimento para o PIB este ano na ordem de 4,7%, aumentando a taxa de 4,6% anterior. Adicionalmente, em sua primeira previsão para a economia em 2022 o órgão apontou um aumento de 2,1%.

O resultado de julho também foi revisado pelo BC, passando a representar um crescimento de 0,23% e não mais 0,60% como havia informado inicialmente o órgão.

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