Foto: joaogbjunior/Pixabay

Influenciado diretamente pelo aumento da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu para 1,25% em outubro, após taxa de 1,16% em setembro, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice atingiu 10,67% em 12 meses

Os dados foram superiores ao que os analistas imaginavam. Uma pesquisa da Reuters mostrou que a estimativa era de uma taxa de 1,05% em outubro, gerando alta de 10,45% em 12 meses.

Segundo o próprio IBGE, a gasolina, a passagem aérea, o tomate, a energia elétrica e o automóvel 0 Km, foram as principais áreas que puxaram o indicador.

Sendo o maior segmento negativo, a gasolina aumentou 3,10%. Além disso, o preço de outros combustíveis também aumentou: óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%).

Mesmo que em ritmo mais baixo do que no último mês (6,47%), a energia elétrica subiu em 1,16%,acumulando 30,27% em 1 ano. Em relação ao gás de botijão (3,67%), foi registrado o 17ª aumento contínuo, gerando um acréscimo de 37,86% em 12 meses.

Todos os grupos pesquisados registraram aumento no último mês: alimentação e bebidas (1,17%), habitação (1,04%), artigos de residência (1,27%), vestuário (1,80%), transportes (2,62%), saúde e cuidados pessoais (0,39%), despesas pessoais (0,75%), educação (0,06%) e comunicação (0,54%).

Em relação aos transportes, os preços das passagens aéreas subiram 33,86% no mês de outubro, frente a setembro. Em 12 meses, a alta chegou a 50,11%

No ramo alimentício, as altas mais relevantes foram o tomate (26,01%), a batata-inglesa (16,01%), o café moído (4,57%), o frango em pedaços (4,34%), o queijo (3,06%) e o frango inteiro (2,80%). Houve retração nos preços do leite longa vida (-1,71%) e do arroz (-1,42%).

INPC

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mesmo tendo um resultado menor em outubro (1,16%) frente a setembro (1,20%), obteve-se o maior registro para mês de outubro desde 2002, quando alcançou o patamar de 1,57%. Neste ano, o indicador obteve acúmulo de 8,45% e, em 12 meses, de 11,08%, superior dos 10,78% observados nos 12 meses anteriores e maior que o IPCA.

Para Samuel Durso, economista-chefe do Denarius, o impacto o INPC reflete uma situação delicada para a economia brasileira. Isso porque o INPC possui como público-alvo as famílias com renda mensal de 1 a 5 salários-mínimos, enquanto o IPCA analisa a variação do custo de vida para um grupo mais amplo, com renda mensal de 1 a 40 salários-mínimos.

“Como são indivíduos economicamente menos favorecidos na coleta do INPC, o impacto da inflação tende a ser mais sério”, destaca o economista. “Ao ter mais de 11% da renda comprometida com o aumento dos preços, as famílias que ganham apenas um salário-mínimo, por exemplo, passam a ter grandes dificuldades de arcar com os gastos mínimos necessários para a sua sobrevivência”, pondera Durso.

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