Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No mês de outubro, um indicador coincidente do Bank of America (BofA) para a atividade econômica brasileira registrou queda pelo sexto mês seguido. O banco demonstra ter uma perspectiva negativa para o País, onde o ritmo de recuperação seguirá bem fraco, devido a inflação que não para de crescer, juros maiores e problemas políticos.

O índice retraiu para -0,34 pontos no último mês, sendo esse o seu menor registro desde julho de 2020 e ante -0,19 pontos em setembro, representando uma desaceleração para o último trimestre do ano.  Os números do final desse terceiro trimestre foram os primeiros com sinal negativo desde o ano passado.

O componente que mais influenciou negativamente o índice em outubro veio das vendas de automóveis, que ocasionou na diminuição para -0,48 pontos, ante leitura de -0,42 pontos no último mês. Adicionalmente, enquanto o índice que mede a confiança empresarial estagnou, as leituras da confiança do consumidor e da oferta de dinheiro também recuaram no último mês.

Por fim, o banco norte-americano destacou, ainda, que espera um avanço de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Samuel Durso, economista-chefe do Denarius destaca que a expectativa do BofA ainda está acima das atuais estimativas realizadas pelo mercado brasileiro. “Na última segunda, o Boletim Focus indicou que o mercado nacional já espera um crescimento abaixo de 5% para o PIB este ano”, lembrou Durso.

Entre os principais motivos para as constantes reduções nas estimativas do PIB para o mercado, o especialista do Denarius destaca a crise de oferta internacional, a aceleração da política monetária contracionista pelo Banco Central do Brasil e, ainda, as incertezas sobre os gastos públicos governamentais. 

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