Foto: Sergio Souza/Pexels

Com o aumento do preço da gasolina, do diesel, do etanol e do botijão de gás, o caixa da União tem sido fortemente beneficiado, podendo arrecadar R$ 70,1 bilhões até o fim de 2021. O cálculo foi realizado pelo sócio fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

São três frentes que trarão ganhos para o governo: arrecadação, dividendos e royalties.

  • R$ 15,2 bilhões com arrecadação de PIS e Cofins até o mês setembro. São os tributos federais que pesam sobre os combustíveis.
  • R$ 23 bilhõescom dividendos da Petrobras. A parcela do lucro que a estatal distribui para os acionistas – o governo federal é principal.
  • R$ 31,9 bilhões com participação especial e royalties previstos até o fim deste ano.

Ao longo do ano passado, a União obteve R$ 36,2 bilhões com a arrecadação de PIS e Cofins de combustíveis, dividendos da Petrobras e participação especial e royalties.

Nos postos espalhados por todo o país o preço médio do litro da gasolina chega a R$ 6,710, o do diesel está em R$ 5,339, e o do etanol é de R$ 5,294, com a gasolina chegando a custar quase R$ 8 o litro no Sul.

O consumidor brasileiro está lidando nos últimos meses com uma escalada nos preços dos combustíveis, mas, para o governo, trata-se de uma posição confortável, já que a arrecadação com esses itens atingiu patamares sem precedentes.

Para Samuel Durso, economista-chefe do Denarius, a alta dos combustíveis gera um efeito cascata na economia, na medida em que os transportes compõem o custo de vários outros produtos da economia. “O aumento do preço dos combustíveis afeta de forma distinta as famílias brasileiras, mas seus impactos tendem a se alastrar pela economia, na medida em que o custo dos transportes é a base para a formação de preço dos produtos”, destaca Durso. 

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