Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

Por: Samuel Durso*

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou em 0,64% em outubro, após queda de mesmo valor em setembro. Com isso, o indicador, o mais utilizado para o reajuste de aluguéis, acumula aumento de 21,73% em 12 meses e de 16,74% nos 10 primeiros meses do ano.

O IGP-M é calculado pela composição de três outros indicadores, o Índice Nacional e Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com o peso de 30%, e o Índice Nacional de Custo na Construção (INCC), com 10%.

Entre os principais fatores que gerou a aceleração do índice no mês destacam-se o aumento do óleo diesel, de 6,61%, da gasolina, de 2,05%, do gás de bujão de 3,61% e das passagens aéreas de 22,84%. Os aumentos relacionados com os combustíveis são sensíveis na medida em que ainda não refletem o último reajuste realizado pela Petrobrás em outubro.

Na última segunda-feira (25), o Boletim Focus indicou que a expectativa de mercado é de que o IGP-M alcance o final de 2021 no patamar de 17,75%. É importante lembrar em função dos problemas gerados pela pandemia o IGP-M chegou a atingir o valor 37,04% no acumulado anual de maio deste ano.  

Desde o início da pandemia provocada pela Covid-19, o IGP-M tem se deslocado significativamente dos demais indicadores de inflação da economia brasileira, em especial do IPCA, que mede a inflação oficial da economia. Isso ocorreu, principalmente, pela significativa depreciação cambial verificada para a moeda brasileira. Por ter uma parcela significativa do indicador calculada sob a ótica do produtor, o IGP-M torna-se mais sensível à desvalorização cambial.  

Em função desse distanciamento, diversos contratos de locação, que levam o IGP-M como fator de correção, precisaram ser renegociados. Em grande parte dos casos, o IPCA foi utilizado como substituto para readequar a metodologia de reajuste dos contratos à inflação do mercado.

*Economista-chefe do Denarius.

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