Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Por: Samuel Durso*

Com o maior controle da Covid-19 no país, os principais dados sobre a geração de emprego têm mostrado sinais positivos nos últimos meses. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgado na última terça-feira (26,) mostrou que o país gerou, em setembro, um saldo positivo de 313 mil novas vagas de emprego. Esse resultado, apesar de positivo, representa, aproximadamente, 16% menos do que o saldo referente a agosto.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quarta (27), referente ao mês de agosto, indica uma nova redução na taxa de desocupação, que passou de 13,7% em julho para 13,2% em agosto. Com isso, pela primeira vez no ano, o número de desempregados ficou abaixo do patamar de 14 milhões, representando agora 13.656 mil indivíduos fora do mercado de trabalho.

Ao analisar os dados desagregados da PNAD Contínua, contudo, é possível notar que o crescimento das vagas no mercado está relacionado com a criação de vagas no mercado informação. De julho para agosto foram criadas 838 mil novas vagas informais na economia brasileira. Atualmente, mais de 37 milhões de brasileiros está em alguma das atividades atreladas à informalidade, incluindo nesse montante os trabalhadores domésticos. Neste grupo destacam-se os trabalhadores por conta própria sem CNPJ. Em janeiro de 2021 eram 17.959 mil indivíduos nesta categoria, saltando para 19.384 mil em agosto.   

Apesar da geração de novos postos ser um fator positivo a ser considerado, a informalidade ainda preocupa pela insegurança relacionada           com essas atividades. Em momentos de crise, como o da Covid-19, os trabalhadores informais são os primeiros a perderem suas atuações. Outro dado importante da PNAD Contínua, que ainda reflete o aumento da informalidade, está relacionado com remuneração média do trabalhador.

Desde o início ano, tem-se percebido uma redução da remuneração média dos trabalhadores. Em janeiro de 2021 a remuneração médio real de todos os trabalhos era de R$2.629 e em agosto esse valor caiu para R$2.489.

*Economista-chefe do Denarius.

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