Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Após uma alta de 14,3 pontos registrada de agosto para setembro, o Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br), divulgado nessa sexta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) regrediu 2,6 pontos alcançando o patamar de 131,3 pontos. O indicador está 16,2 pontos acima do registrado em fevereiro de 2020, num cenário pré-pandemia.

Influenciado pela melhora do cenário sanitário, o avanço da vacinação, e das tensões no ambiente político, o indicador não deve se aproximar, por enquanto, da média de 115 pontos observada entre 2015-2019. Para o economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, “ainda existem muitas incertezas sobre os rumos da economia brasileira, principalmente em torno das decisões fiscais do governo”. Além disso, na visão do especialista, os preparativos para a corrida eleitoral de 2022 deverão deixar o indicador em níveis ainda elevados.

O componente IIE-Br Mídia, que possui o peso de 80% no indicador e faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza, recuou 4,2 pontos, chegando a 128,4 pontos, colaborando com uma queda de 3,7 pontos para o IIE-Br no mês. Já o componente de Expectativas, com peso de 20% e construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA, avançou 4,8 pontos, chegando a 129,8 pontos e contribuindo com 1,1 ponto para o índice.

Para Durso, este aumento na dispersão das previsões deve-se, sobretudo, às dúvidas sobre a eficiência das políticas monetárias adotadas pelo Banco Central do Brasil (BCB). “Mesmo com os aumentos na Selic, as ameaças de furo no teto dos gastos pelo governo federal têm tornado difícil a compreensão dos rumos da inflação e câmbio para o curto e médio prazo no mercado brasileiro”, pondera o especialista.  

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