Foto: tirachardz/Freepik

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,8%, pelo segundo mês seguido, considerando o ajuste sazonal, e chegou a 74,4 pontos no último mês do ano passado. Com esse resultado, o ICF finalizou o ano de 2021 com queda de 9,9% e uma média de 71,6 pontos, o pior nível da série histórica iniciada em 2010. A retração foi inferior do que a observada em 2020 (-15,9%).

Mesmo tendo sido inferior ao do nível de satisfação (100 pontos), o indicador de dezembro, analisado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), chegou a maior pontuação desde maio de 2020 (81,7 pontos).

Em relação a avaliação por faixa de renda, as famílias com orçamento superior a dez salários mínimos demonstraram nível de insatisfação de 86,9 pontos no ano, com queda de 5,0%. Já para as famílias com renda inferior de dez salários mínimos, o indicador chegou a 68,4 pontos, apresentando uma redução mais impactante de 11,2%.

Quase todos os componentes observados verificaram recuos com taxas inferiores do que as de 2020. Apenas o item Acesso ao Crédito teve uma retração maior, de 7,0% em 2021, enquanto no ano anterior o encolhimento foi de apenas 0,1%.

A perspectiva em relação ao consumo futuro também se evidenciou negativamente, com 53,5% das famílias tendo expectativa na regressão, frente ao último ano. O componente de Perspectiva de Consumo chegou a 69,9 pontos, seu pior patamar desde 2016.

Já os destaques positivos foram componentes relacionados ao mercado de trabalho: Emprego Atual e Perspectiva Profissional, demonstrando 89,3 e 83,3 pontos. Apesar de registrar os melhores indicadores, os itens também demonstraram queda (9,5% e 4,8%).

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