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Os saques na caderneta de poupança ultrapassaram os depósitos em R$ 35,497 bilhões em 2021, segundo o Banco Central (BC). De acordo com a instituição, os saques tiveram resultado de R$ 3,445 trilhões. Já os depósitos, R$ 3,410 trilhões.

A saída líquida de recursos no ano passado corresponde a terceira maior da série histórica do Banco Central, somente menor do que as apresentadas em 2015 e 2016, quando os saques passaram os depósitos em R$ 53,568 bilhões e R$ 40,702 bilhões.

Em 2021, a poupança demonstrou números positivos nos meses de abril, maio, junho, julho e dezembro. No último mês do ano, os depósitos foram maiores do que os saques em R$ 7,660 bilhões. Entre os meses de janeiro e março, houve retirada líquida de R$ 27,542 bilhões da poupança.

O resultado negativo de 2021 acontece após a caderneta de poupança ter apresentado em 2020 a maior entrada líquida de recursos da série histórica, iniciada em 1995.

No ano retrasado, o depósito de dinheiro na poupança foi alavancado pelo pagamento do auxílio emergencial, feito em contas-poupança abertas pela Caixa Econômica Federal, e pelo isolamento social, o que fez com que muitas famílias diminuíssem os gastos variáveis.

Já no ano passado, a retirada de recursos da poupança se relaciona com a reabertura da economia e com uma escalada da inflação oficial do país.

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