Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O varejo restrito teve uma ampliação de 1,2% no mês de julho frente a junho, na série com ajuste sazonal, afirma a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Com o resultado, o setor teve o quarto aumento continuo desse indicador, fazendo com que o volume de vendas do comércio chegasse ao patamar recorde da série histórica da PMC, iniciada em 2000.

A alta de 1,2% na amplitude vendas do varejo foi acompanhada de taxas positivas em cinco das oito atividades analisadas, com destaque para artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%); tecidos, vestuário e calçados (2,8%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

“Apesar do avanço, o movimento intrasetorial do comércio é muito heterogêneo. Algumas atividades ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, analisa o gerente da PMC, Cristiano Santos.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas teve uma ascensão de 1,1% frente ao mês anterior. A média móvel ficou em 0,7%, abaixo da média móvel de junho (1,6%). O acumulado no ano foi para 11,4% e o de doze meses, 8,4%.

Por outro lado, os setores de livros, jornais, revistas e papelaria; móveis e eletrodomésticos; e combustíveis e lubrificantes apresentaram declínio de 5,2%, 1,4% e 0,3%, respectivamente.

Os dados divulgados pela entidade referentes ao mês de junho sofreram uma revisão provocada pelo “algoritmo de dessazonalização”, de acordo com o IBGE. O índice, que apontava retração comércio de 1,7%, agora é de crescimento de 0,9% em relação ao mês anterior.

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