Foto: Tim Douglas/Pexels

O setor de serviços cresceu 1,1% em julho em relação ao mês anterior, com ampliação de 5,8% nos últimos 4 meses, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Com o resultado, o setor alcança 3,9% de crescimento ante o nível pré- pandemia, mas ainda está 7,7% abaixo do recorde histórico alcançado em novembro de 2014.

Os serviços às famílias tiveram um aumento de 3,8% no mês, totalizando um ganho de 38,4% entre abril e julho. Já os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 0,6% em julho, com um aumento de 4,3% nos últimos 3 meses – superando o nível pré-pandemia.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explica o analista da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Já os setores relacionados à informação e comunicação, transportes e correios e outros serviços apresentaram queda de 0,4%, 0,2% e 0,5%, respectivamente. “Os segmentos de telecomunicações e serviços de tecnologia da informação apresentaram taxas positivas, mas houve uma pressão muito significativa da parte de audiovisual, edição e agências de notícias, que recuaram 11,6% na passagem de junho para julho”, acrescentou Lobo.

O setor de serviços de quinze das vinte e sete unidades da Federação tiveram aumento em julho na comparação com o mês anterior. Os números mais expressivos vieram do Pernambuco (4,1%), Rio Grande do Sul (3,4%), Paraná (1,5%), São Paulo (1,4%) e Minas Gerais (1,2%). Por outro lado, o Rio de Janeiro registrou o maior recuo (-4,4%).

A média móvel trimestral teve uma acréscimo de 1,6% no período finalizado em julho, mantendo a continuidade desde o mesmo intervalo no último ano. Na série sem ajuste sazonal, o setor obteve uma melhora significativa de 17,8% em comparação a julho de 2020 – a quinta taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano é de 10,7%, já em 12 meses alcança 2,9%.

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