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No mês de setembro o ritmo de serviços no Brasil caiu 0,6%, frente a agosto, paralisando uma continuidade de 5 meses de alta. O setor de serviços ainda ficou 3,7% acima do patamar pré-pandemia, mas continua operando abaixo do ponto mais alto registrado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em comparação com setembro de 2020 houve crescimento de 11,4%, sendo a sétima taxa positiva contínua. Após crescimento de 2,1% no 2º trimestre, o setor de serviço fechou o 3º trimestre no azul, obtendo aumento de 3% na frente aos meses anteriores, diferente da indústria e do varejo. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o avanço foi de 15,2%.

Para Samuel Durso, economista-chefe do Denarius, o resultado significativo do setor de serviços em relação a 2020 ocorre em função da pandemia. “Ao longo de todo 2020, desde o início da pandemia, as atividades relacionadas ao setor de serviços foram prejudicadas pelas medidas necessárias ao controle da contaminação. Dessa forma, a base de comparação da PMS este ano está bem depreciada, o que gera as taxas de crescimento elevadas”, pondera.

De agosto para setembro, quatro das cinco atividades pesquisadas registraram queda, com destaque negativo para os transportes (-1,9%), que teve sua baixa mais brusca desde abril de 2020 (-19%). Na outra ponta, o destaque vai para o setor de atividades turísticas, que subiu 0,8% frente a agosto, sendo a quinta taxa positiva contínua, acumulando ganho de 49,9%. Mesmo com a crescente do setor, o índice ainda se encontra 20,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

Para Durso, o bom resultado do turismo decorre da retomada das viagens nacionais e internacionais, graças ao avanço da vacinação e consequente queda dos índices de contaminação da Covid-19. “Com a manutenção do processo de vacinação do país, assim como abertura dos mercados internacionais para a população brasileira vacinada, espera-se uma continuidade de bons resultados para o turismo, apesar da depreciação cambial ainda ser um fator limitador”, analisa o especialista.

Nos resultados regionais foi possível perceber que 20 das 27 unidades da federação a PMS mostrou uma retração. O maior impacto veio de São Paulo (-1,6%), seguido por Minas Gerais (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Pernambuco (-2,2%) e Goiás (-2,2%). Já Rio de Janeiro (2,0%), Distrito Federal (2,9%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) tiveram os maiores números.

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