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O setor de serviços subiu 2,4% de outubro para novembro, após dois meses seguidos de taxas ruins, recuperando a perda acumulada de 2,2%. Com o resultado do penúltimo mês do ano, o setor ficou 4,5% superior ao patamar pré-pandemia de covid-19, apresentado em fevereiro de 2020, mas 7,3% inferior ao recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Quatro das cinco atividades apuradas aceleraram no mês de novembro, com ênfase para serviços de informação e comunicação (5,4%), que recuperaram a queda de 2,9% ocorrida nos dois levantamentos anteriores. Com isso, a atividade se coloca num patamar 13,7% acima de fevereiro de 2020.

O setor de tecnologia da informação obteve alta de 10,7% na passagem de outubro para novembro, melhor taxa desde janeiro de 2018 (11,8%), ficando 47,4% acima do patamar pré-pandemia, informou o IBGE.

O segundo impacto positivo no índice do mês de novembro veio da atividade de transportes, que avançou 1,8% e praticamente retomou o que havia perdido (1,9%) entre setembro e outubro. Com isso, a atividade está num patamar 7,2% maior do que fevereiro de 2020. Os destaques nos transportes foram transporte aéreo de passageiros, correio e transporte rodoviário de carga.

Com progressão de 2,8%, os serviços prestados às famílias traduzem o terceiro impacto positivo no mês. “Esta é a oitava taxa positiva seguida, acumulando um crescimento de 60,4%, mas ainda insuficiente para voltar ao patamar pré-pandemia. O segmento está operando num nível 11,8% abaixo de fevereiro de 2020”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Na contramão, com redução de 0,3%, os serviços profissionais, administrativos e complementares demonstraram a quarta taxa negativa consecutiva, acumulando encolhimento de 3,7%.

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação tiveram avanço no volume de serviços entre outubro e novembro de 2021. Entre os positivos, o impacto mais relevante veio de São Paulo (4%), seguido por Rio de Janeiro (1,6%), Santa Catarina (3,7%) e Paraná (2,1%). Em contrapartida, o Mato Grosso do Sul (-4,0%) apresentou a principal retração em termos regionais.

O índice de atividades turísticas cresceu 4,2% em comparação a outubro, sétima taxa positiva seguida, acumulando ganho de 57,5%. O segmento ainda se encontra 16,2% inferior ao patamar de fevereiro do último ano.

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