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No terceiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego recuou, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), resultando em uma queda de 1,6 ponto percentual frente ao trimestre anterior. O número de pessoas em busca de emprego no país encolheu para 13,5 milhões, uma retração de 9,3%. Já os ocupados chegaram a 93 milhões, obtendo aumento de 4%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o registro maior na quantidade de ocupados, o nível de pessoas com idade para trabalhar que estão no mercado de trabalho chegou a 54,1%. No trimestre anterior, essa parcela da população era de 52,1%. O trabalho doméstico – teve a maior alta da série histórica, porém continua abaixo do período pré-pandemia.

A informalidade, por sua vez, alcançou de 54% do progresso da ocupação. Entre as categorias que mais subiram em comparação ao último trimestre, os empregados do setor privado sem carteira assinada (10,2%), que somaram 11,7 milhões de pessoas obtém destaque.

O número de trabalhadores domésticos chegou a 5,4 milhões, expandindo 9,2%, sendo o maior desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Se considerados apenas os trabalhadores sem carteira, houve ampliação de 10,8%.

O contingente de trabalhadores por conta própria (3,3%) também subiu. Essa divisão inclui os trabalhadores que não têm CNPJ, que são agora 1,9% mais numerosos frente ao último trimestre. Com esse resultado a taxa de informalidade chegou a 40,6% da população.

O aumento na ocupação é puxado diretamente pelas atividades de comércio (7,5%), com 1,2 milhão de trabalhadores a mais, indústria (6,3%, ou 721 mil pessoas), construção (7,3%, ou 486 mil pessoas) e serviços domésticos (8,9%, com adição de 444 mil pessoas).

Mesmo com o avanço em relação ao número de pessoas ocupadas, o rendimento real habitual foi de R$2.459, demonstrando uma queda de 4,0% frente ao último trimestre e de 11,1% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior.

Nas duas comparações a massa de rendimento ficou equilibrada. Os números indicam que o aumento da ocupação foi influenciado por postos de trabalho com salários menores.

Samuel Durso, economista-chefe do Denarius, salienta para a importância dos níveis de ocupação para a retomada da economia. “Ainda temos um longo caminho para a redução da taxa de desocupação a níveis aceitáveis. Antes mesmo da pandemia, a economia brasileira apresentava uma taxa de desocupação muito acima do recomendável para um crescimento econômico sustentável” pondera o especialista.

Além disso, na visão do especialista, a informalidade ainda é um fator preocupante. “Os postos informais, além de ter uma remuneração média mais baixa, deixam o trabalhador em uma posição muito mais vulnerável, podendo comprometer a geração de renda na economia no médio e longo prazo” destaca Durso. 

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