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Por Cruz Daniel Lopez

O presidente Joe Biden sinalizou que a economia dos EUA está se recuperando da pandemia mais rápido e mais forte do que o esperado, após um relatório mostrando que o mercado de trabalho voltou aos trilhos no mês passado, com amplo crescimento da geração de empregos. “A América está voltando ao trabalho; nossa economia está começando a funcionar para mais americanos”, disse Biden direto da Casa Branca. “Nossa economia está em movimento”, acrescentou, chamando a recuperação de “historicamente forte”.

A geração de emprego fora do setor agrícola aumentou 531.000 no mês passado, de acordo com o relatório do Departamento do Trabalho divulgado nesta sexta-feira (5). Esse saldo surpreendeu positivamente o mercado, superando a estimativa de 450.000 postos dos analistas ouvidos pela Reuters e Bloomberg. Os dados também mostram revisões significativas nos números divulgados nos dois meses anteriores. O desemprego caiu de 4,8% para 4,6% enquanto a taxa de participação da força de trabalho permaneceu inalterada. Comemorando o relatório melhor do que o esperado, o presidente Joe Biden o chamou de “outro Por Cruz Daniel Lopez grande dia para nossa recuperação econômica”.

A melhora na geração de emprego nos EUA em outubro, deve-se, sobretudo, à redução nas nas infecções de Covid-19, oferecendo mais evidências de que a atividade econômica tem recuperado o fôlego no início do quarto trimestre. A maior parte dos ganhos de emprego foram nos setores de lazer e hotelaria, serviços profissionais e comerciais, manufatura e transporte e armazenamento. A escassez de trabalhadores, contudo, persiste, mesmo com a redução dos benefícios de desemprego financiados pelo governo federal no início de setembro e da reabertura das escolas.

No mercado financeiro, as ações dos EUA sinalizaram novos recordes na sexta-feira, com um relatório otimista de empregos da do Bureau of Labor Statistics, aumentando o otimismo econômico no país. O benchmark S&P 500, que fechou em alta recorde pela 63ª vez na sessão anterior na quintafeira, aumentou os ganhos depois que os fortes dados da folha de pagamento foram divulgados. O Nasdaq Composite, de alta tecnologia, também se recuperou, apesar das ações da Peloton despencarem 33% com um prejuízo maior do que o esperado e orientação de lucros mais baixos. O Dow Jones Industrial Average alcançou 36.000 pontos pela primeira vez durante a negociação intradiária.

Outro ponto de destaque das últimas semanas foi o novo recorde alcançado pela Tesla. O aumento no valor do mercado de ações da Tesla Inc para mais de US$ 1 trilhão na segunda-feira é uma bonança dupla para o presidente-executivo Elon Musk, o maior acionista da fabricante de carros elétricos. As ações subiram 12,7% com a notícia de que a Tesla teve o seu maior pedido da locadora de automóveis Hertz. Com as ações da Tesla em um fechamento recorde de $ 1.024,86, a participação de Musk na recém trilionária empresa alcançou o patamar de US$230 bilhões.

Com a melhoria das expectativas do mercado, o Federal Reserve (Fed) deve aprovar, na próxima quartafeira (10/11), planos para reduzir seu programa mensal de compra de títulos de US$120 bilhões implementado para apoiar a economia. Investidores aguardam os comentários do órgão sobre o aumento da taxa de juros para fazer frente à crescente inflação no país. Os líderes do Fed já sinalizaram que os problemas da cadeia de abastecimento e a reabertura da economia estão causando distorções no mercado. “Os desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia e à reabertura da economia contribuíram para aumentos consideráveis de preços em alguns setores”, disseram os líderes do Fed em comunicado na quarta-feira (3/11).

Durante grande parte da pandemia, o Fed comprou até U$ 120 bilhões por mês em compras de ativos, o que ajuda a estimular a economia e torna mais fácil o endividamento ao manter baixas as taxas de longo prazo. Os líderes do Fed têm afirmado consistentemente que precisam ver “progresso adicional substancial” na inflação e no crescimento do emprego antes de começarem a “reduzir” o vasto programa de compra de títulos. A declaração também marcou uma mudança sutil, mas importante, na forma como o Fed caracteriza a inflação. Os líderes do Fed há muito argumentam que a inflação da era da pandemia é “transitória” ou temporária. A inflação subiu mais do que esperado e durou mais tempo do que o órgão inicialmente esperava. Analistas apontam para problemas persistentes da cadeia de abastecimento que foram exacerbados pela variante delta do coronavírus. Eles dizem que os preços não se estabilizarão mais perto da meta anual de 2% do Fed até que os pedidos em atraso possam ser eliminados (Em setembro, o principal indicador de inflação do Fed atingiu 4,4%).

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