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A previsão para a inflação em 2021 e 2022 foi aumentada pelo Ministério da Economia e o Produto Interno Bruto (PIB) teve a sua estimativa reduzida para 2021 e o próximo ano. As informações constam do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério.

Em comparação ao relatório Focus, divulgado ontem (16) pelo Banco Central (BC), os números para a inflação foram próximos. Para o Ministério da Economia, a previsão de alta da inflação subiu de 7,9% para 9,7% em 2021. Já o BC, indicou aumento de 9,33% para 9,7% pela expectativa do mercado. Para o próximo ano, o boletim Macrofiscal aponta elevação de 3,75% para 4,70%, tendo uma pequena diferença em relação ao Focus que prevê um salto de 4,63% para 4,79%

Sobre o PIB, os números ficaram próximos em relação a este ano, mas distantes quando o assunto é 2022. Segundo o Ministério da Economia, a previsão de crescimento para este ano recuou de 5,3% para 5,1%. Na perspectiva do BC, também foi registrada uma queda na expectativa, porém passando de 4,93% para 4,88%. Para o ano que vem, ambos sinalizam uma redução na expectativa de crescimento, apesar dos números consideravelmente diferentes: enquanto o boletim Macrofiscal reduziu a estimativa do PIB de 2,5% para 2,1% o último boletim Focus alterou a projeção de 1% para 0,93%.

O economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, considera que a projeção do Ministério da Economia ainda está otimista. “Já temos visto projeções que colocam o país em recessão econômica em 2022”, destaca o especialista. “Além disso, é importante lembrar que no próximo ano teremos uma corrida eleitoral disputada e o risco de medidas assistencialistas impactarem as contas públicas é elevado” complementa Durso.

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