Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo dados do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, economistas do mercado preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano em 8% – crescimento de 0,42 ponto percentual em comparação à projeção do último levantamento, de 7,58%. A meta da autarquia para o índice – que representa a inflação oficial do país – é de 3,75% em 2021 (com margem de tolerância entre 2,25% e 5,25%).

Com estimativas de mais de cem instituições do mercado financeiro, o relatório indica ainda que os economistas projetam que a Selic – taxa básica de juros no Brasil – alcançará 8% ao final do ano, ante os 7,5% estimados há um mês. Para fazer frente ao possível descontrole inflacionário, espera-se que o Comitê de Política Monetária (Copom) dê continuidade ao ciclo de alta na taxa.

Já com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), estima-se que haverá um crescimento de 5,04% em 2021 e para o próximo ano a projeção já está abaixo dos 2%. O cenário de risco político e de crise hídrica têm causado revisões negativas nos índices de crescimento da atividade econômica do país.

Para o economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, o aumento do preço dos itens alimentícios tem chamado a atenção desde o segundo semestre de 2020. “O aumento dos preços dos alimentos é um fator socialmente preocupante na medida em que impacta mais as famílias mais pobres, que alocam grande parte da renda familiar para esse tipo de consumo”, afirmou Durso no último boletim Denarius divulgado em setembro.

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