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Após ter registrado taxa de 1,20% no mês de outubro o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que serve como uma prévia do IPCA, ficou em 1,17% em novembro, influenciado novamente pelo encarecimento da gasolina. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados mostram que o IPCA-15 acumula alta de 9,57% no ano e de 10,73% nos últimos 12 meses, maior que os 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Com isso, alcançou-se a maior taxa do índice para um intervalo de 1 ano desde fevereiro de 2016 (10,84%).

A inflação acumulada continua acima do dobro da meta estimada para o ano. A meta central estabelecida para o IPCA em 2021 foi fixada em 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. No último ano, a inflação oficial foi de 4,52%.

A mediana de 36 projeções do mercado indicava um crescimento de 1,12% em novembro, levando os resultados a estarem um pouco acima do esperado pelos analistas.

Com elevação de 6,61%, a gasolina continuou sendo o pior destaque em relação a inflação, tornando-se um dos aumentos mais fortes para o índice neste mês (0,40 ponto percentual). No decorrer do ano, o combustível acumulou alta de 44,83% e, em 12 meses, de 48%.

Seguindo a tendência de aumentos, também houve no mês o avanço nos preços do óleo diesel (8,23%), do etanol (7,08%) e do gás veicular (2,59%). No acumulado em 12 meses, o etanol subiu 62,56% e o diesel 48,12%.

O transporte teve a maior variação (2,89%) e o maior impacto (0,61 ponto percentual). Logo na sequência vieram Habitação (1,06%) e Saúde e cuidados pessoais (0,80%). O resultado dos 3 grupos somados equivale a uma parcela de 0,88 ponto percentual do IPCA-15 de novembro, cerca de 75% do índice do mês.

Em relação ao grupo de Habitação, a maior colaboração foi do gás de botijão (4,34%), cujos preços continuaram crescendo pelo 18° mês seguido, chegando a 40,64% em um ano e alta de 51,05% no período iniciado em junho do ano anterior.

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