Foto: ijeab/Freepik

Mais uma vez, a estimativa para a inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi elevada pelo mercado financeiro.  A economia tem uma perspectiva de crescimento ruim para 2022 e pela primeira vez ficou abaixo de 1%. As previsões constam do relatório “Focus”, divulgado nesta terça-feira (16) pelo Banco Central (BC).

Chegando à trigésima segunda semana consecutiva de crescimento, o IPCA teve aumento na expectativa do mercado para 2021, subindo de 9,33% para 9,77%. O economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, destaca que no início de dezembro será realizada a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando uma nova alta da Selic deverá ser realizada para frear o avanço inflacionário.

“Estamos percebendo uma elevação contínua das expectativas de inflação, mesmo com os aumentos recentes realizados pelo Copom na taxa de juros. Isso gera um temor de que a inflação fique descontrolada e, provavelmente, órgão responsável pela política monetária terá um posicionamento mais agressivo no final do ano”, pondera Durso.

Em relação ao ano de 2022, a estimativa de inflação também foi elevada pelo mercado financeiro no Focus, saltando de 4,63% para 4,79%, 17ª alta seguida para o indicador. Para o próximo ano, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice variar de 2% a 5%.

O PIB deste ano, por sua vez, registrou queda na expectativa do mercado, passando de 4,93% para 4,88%. Para 2022, a estimativa também foi reduzida, passando de 1% para 0,93%. Para Durso, “está cada vez mais provável um cenário de estagflação para 2022, quando o crescimento econômico é irrelevante, mas a inflação é significativamente alta”. 

Já a previsão para a Selicfoi mantida em 9,25% ao fim do ano. Para o final de 2022, a expectativa também foi mantida em 11% ao ano. Atualmente, a Selic está em 7,25%. Dessa forma, para alcançar a projeção prevista pelo mercado, o Copom precisaria realizar um aumento de 1,5 ponto percentual em sua última reunião, prevista para o início de dezembro. Por fim, a projeção do dólar também ficou estável para 2021 e 2022, mantendo-se em 5,50 em ambos os casos, mesmo frente aos constantes aumentos da taxa básica de juros.

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