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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve a 33ª elevação seguida da projeção do mercado, saindo de 9,77% para 10,12% em 2021. É a primeira vez que a previsão atinge os dois dígitos. A estimativa está no Boletim Focus de hoje (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

Em relação ao ano de 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,96% e para os anos seguintes, 2023 e 2024, espera-se um aumento dos preços na ordem de 3,42% e 3,1%, respectivamente.

A previsão deste ano ultrapassa o teto da meta de inflação que deve nortear o BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta para 2021 é de 3,75% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o limite inferior da meta da inflação é 2,25% e o superior de 5,25%. Para os próximos anos, 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

A taxa básica de juros (Selic), definida atualmente em 7,75% ao ano, é o instrumento utilizado pelo BC para controlar os avanços da inflação, trazendo-a para próximo da meta estipulada pelo CMN. O Comitê de Política Monetária (Copom) já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual no início de dezembro, quando realizará a sua última reunião de 2021.

A expectativa é de que a Selic finalize 2021 em 9,25% ao ano, de acordo com a último Boletim Focus. Para os próximos anos, é esperado que o BC mantenha a atual política monetária contracionista, com elevação dos juros acima dos dois dígitos no curto prazo, com o intuito de controlar o avanço da inflação do mercado. A atual estimativa do Focus é de que a Selic aumente para 11,25% em 2022, retornando em 2023 para o patamar de 7,75% e 7% em 2024.

Já sobre o Produto Interno Bruto (PIB), houve uma queda na expectativa de crescimento da economia brasileira este ano, caindo de 4,88% na semana passada para 4,8% no último Boletim Focus divulgado. Para o ano que vem, a expectativa ainda é de crescimento para a economia brasileira, na ordem de 0,7%. Para os anos de 2022 e 2023 a expansão esperada é de 2%.

Por fim, o mercado manteve a sua expectativa para o câmbio de 2021 e 2022, sustentando o dólar no patamar de R$ 5,50. Para 2023 e 2024 as expectativas são de R$5,30 e R$5,28, respectivamente. O economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, ressalta a preocupação com a depreciação do real. “Manter o câmbio no patamar que estamos percebendo por um longo período pode fazer com que as empresas nacionais tenham dificuldade para modernizar sua produção, que ainda é muito dependente de importações, reduzindo, assim, a competitividade da nossa economia”, destaca o especialista.

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