Foto: Tim Gouw/Pexels

Mesmo com a taxa de desemprego do Brasil seguindo uma tendência de queda, o país ainda é o 4º entre as principais economias do mundo. É o que revelou o ranking da agência de classificação de risco Austin Rating baseado em informações de mais de 40 países que já divulgaram dados oficiais no 3º trimestre.

O desemprego no Brasil demonstrou números bem preocupantes em relação aos demais países, estando acima do dobro da taxa média global, o que representa o pior cenário entre os integrantes do G20.

No trimestre encerrado no mês de agosto, a taxa de desemprego por aqui recuou para 13,2% impactando 13,7 milhões de trabalhadores. Antes da pandemia o índice estava abaixo de 12% e saltou para 14,7% no 1º trimestre de 2021. O economista-chefe do Denarius, Samuel Durso, destaca que a melhoria nos últimos meses na taxa de desocupados no Brasil deve-se sobretudo ao crescimento do trabalho informal. “Apesar de positiva, a redução da taxa de desocupação no país em 2021 ainda é frágil uma vez que o vínculo no trabalho informal é muito mais frágil, deixando o trabalhador mais suceptível ao desemprego” pondera Durso. 

No ano de 2020, o Brasil teve a 21ª pior taxa registrada no mundo, segundo a Austin Rating.  Em 2019, a média do Brasil foi de 11,9%. Já ano passado foi de 13,5%, sendo a maior da série iniciada em 2012.

Se a projeção do FMI sobre a taxa média de 13,8% em 2021 for concretizada, o país terminará o ano com o 14º pior desemprego do mundo. Contudo, em decorrência das perspectivas de desaceleração na economia brasileira, a posição do país no cenário mundial pode se tornar ainda piorar ainda pior. Ainda de acordo com o levantamento, a taxa de desemprego encolheu 5,8% no mês de setembro no conjunto de países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e agora está 0,5 ponto percentual acima do patamar pré-pandemia, frente a fevereiro do último ano (5,3%). Na Europa a taxa ficou em 7,4% em setembro, retornado ao patamar pré-pandemia. Nos EUA o índice retraiu para 4,8% em comparação aos 5,2% registrados em agosto. Apenas Costa Rica, Espanha e Grécia anotaram em agosto uma taxa de desemprego maior que a do Brasil.

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