Foto: Pixabay/Pixels

Na última segunda-feira (18), a China provocou mais uma redução no ânimo dos investidores, após comunicar que a expansão da sua economia foi de 4,9% de julho a setembro, menor do que a taxa de 5,1% estimada por analistas.

Um dos fatores que afetou o crescimento do Produto interno bruto (PIB) Chinês foi a queda no setor imobiliário, amplificado recentemente pelos problemas da Evergrande.

Segundo o Banco Central da China, qualquer consequência das ações da Evergrande será controlada, também estando atentos aos possíveis não pagamentos de algumas empresas.

Influenciada também pela elevação dos preços do petróleo que abastecia as preocupações com a inflação, as bolsas da China fecharam em queda. As blue chips chinesas regrediram 1,2%, e o índice composto de Xangai diminuiu 0,1%.

Crise da Evergrande

A China é hoje o maior destino para as exportações brasileiras, assim como a maior origem das importações. A corrente de comércio entre as duas economias ultrapassou US$ 1 trilhão entre os anos de 1997 e 2020. Considerando as exportações brasileiras, o minério de ferro foi o grande protagonista no crescimento do consumo chinês, que registrou alta também em outras commodities agrícolas, minerais e combustíveis.

A Evergrande é a segunda maior incorporadora imobiliária da China e enfrenta uma crise que reflete no por aqui devido ao fato de que a construção civil é um dos setores mais importantes da economia chinesa que gera grande demanda por aço e ferro. O mercado brasileiro, portanto, vive em alerta para a possibilidade do estouro de uma bolha imobiliária e uma possível crise econômico-financeira que venha a prejudicar as exportações de ferro.

Além do impacto iminente em mercados de todo o mundo, a crise da Evergrande demonstra a perspectiva de ajuste mais amplo do setor imobiliário chinês devido a um cenário cada vez mais restritivo na regulação de suas relações com o sistema financeiro local. O resultado de uma possível transformação em um dos motores que impulsionam o crescimento da economia chinesa pode ser mais profundo do que seu impacto na demanda de curto prazo de insumos para a construção civil e permanecer no radar dos analistas por algum tempo.

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