Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) anunciou nesta quarta-feira (22) que decidiu, por unanimidade, aumentar em um ponto percentual a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic – que vai de 5,25% para 6,25% ao ano.

Já esperada pelo mercado, a alta na taxa acontece em meio às tentativas de controlar a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do último mês alcançou 0,87% – maior resultado para agosto desde os anos 2000. Já o acumulado do ano está em 5,67%, chegando a 9,68% nos últimos 12 meses. A meta de inflação seguida pelo BCB para o ano corrente, contudo, é de 3,75% – com margem de tolerância entre 2,25% e 5,25%.

“O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui o ano-calendário de 2022 e, em grau menor, o de 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou o Comitê, em um comunicado.

Esta foi a quinta alta consecutiva na taxa básica de juros determinada pelo Copom. A primeira, em março deste ano, elevou a Selic em 0,75 pontos percentuais – retirando-a de sua mínima histórica de 2% ao ano.

O Copom reiterou também que o processo de reformas seria “essencial” para a recuperação sustentável da economia brasileira. “O Comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, informou o grupo.

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